Contratações precisas e estratégicas: como líderes e RH podem evitar erros

Contratações precisas e estratégicas aumentam a assertividade, reduzem custos e ajudam a evitar erros. Veja como melhorar seus recrutamentos

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Contratações precisas e estratégicas não são apenas sobre preencher vagas. Na prática, elas definem quem vai sustentar a estratégia e, ao mesmo tempo, quem pode colocar em risco resultados, clima e produtividade. E quanto mais críticas forem essas posições, mais importante é tratar contratações precisas e estratégicas como uma prioridade de liderança e RH.

Por isso, empresas que elevam a qualidade das contratações não tratam recrutamento como tarefa “do RH”, mas como uma responsabilidade compartilhada com a liderança.

Além disso, os números ajudam a dimensionar o impacto: estimativas amplamente citadas em gestão de pessoas indicam que uma contratação errada pode custar cerca de 30% do salário do primeiro ano (e, em cargos mais críticos, esse custo tende a ser ainda maior).

Por isso, contratações precisas e estratégicas são uma forma direta de reduzir desperdícios e proteger a produtividade, especialmente quando a empresa cresce, abre novas frentes ou precisa ganhar velocidade sem perder qualidade.

Da mesma forma, pesquisas mostram que gestores influenciam fortemente o engajamento do time. Ou seja, contratar (e preparar) líderes certos é uma alavanca direta de performance.

A boa notícia, contudo, é que dá para aumentar a assertividade com método. A seguir, você encontra um caminho prático para melhorar decisões de contratação, especialmente útil para lideranças e RH que querem reduzir erros, ganhar consistência e formar times de alta performance.

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Contratações precisas e estratégicas: o que separa decisões consistentes de contratações “no escuro”

Em geral, contratações imprecisas nascem de um cenário conhecido: urgência + critérios frouxos + entrevistas pouco estruturadas. Nesse contexto, o processo vira “vamos ver se encaixa”.

Por outro lado, contratações estratégicas seguem um padrão claro. Elas:

  • começam com alinhamento entre liderança e RH;
  • definem critérios objetivos;
  • estruturam entrevistas com método;
  • reduzem vieses;
  • e avaliam tanto competência quanto comportamento e valores.

Em outras palavras, não se trata de “contratar rápido”. Em vez disso, trata-se de contratar certo, com velocidade sustentável.

1) Contratações precisas e estratégicas começam pela missão da vaga (não pelo currículo)

Para contratações precisas e estratégicas, é importante alinhar missão da vaga
Para contratações precisas e estratégicas, é importante alinhar missão da vaga

Um erro comum, primeiro, é iniciar a seleção com uma descrição de cargo genérica. No entanto, líderes e RH mais maduros fazem diferente: começam pela missão da vaga, isto é, pelo impacto real que a posição precisa gerar.

Na prática, isso significa responder perguntas como:

  • Qual problema essa vaga resolve?
  • Que entregas são esperadas em 90 dias?
  • Quais indicadores provam que a contratação foi boa?
  • Quais desafios reais a pessoa enfrentará (e não os “da descrição”)?

Quando esse alinhamento acontece, a triagem melhora. Além disso, a entrevista fica mais objetiva. Consequentemente, a decisão final tende a ser mais segura, porque transforma a contratação em uma escolha baseada em resultado esperado, e não em lista de requisitos.

2) Contratações precisas e estratégicas exigem cultura clara (e menos “feeling”)

Cultura é o “jeito de fazer” que define comportamento, tomada de decisão e convivência diária. Ainda mais importante: cultura não é abstrata. Pelo contrário, ela aparece no que a empresa tolera, recompensa e promove.

Por isso, contratação estratégica exige uma pergunta simples e poderosa:

“Essa pessoa reforça a cultura que queremos construir?”

Aqui, porém, existe um cuidado: cultura não pode virar desculpa para preferências pessoais (“não senti conexão”). Para evitar isso, o caminho é transformar cultura em critérios observáveis, como:

  • postura diante de feedback;
  • colaboração sob pressão;
  • ética e responsabilidade;
  • atitude com clientes e colegas;
  • maturidade para lidar com conflito.

Quando cultura entra no processo com objetividade, a empresa reduz risco de desalinhamento e, ao mesmo tempo, melhora retenção.

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3) Use entrevistas estruturadas: o método que melhora a qualidade e reduz vieses

Se existe uma mudança que melhora o processo rapidamente, é esta: trocar entrevista livre por entrevista estruturada.

O motivo é simples: entrevistas não estruturadas são mais sujeitas a vieses e variáveis (afinal, cada entrevistador pergunta o que quer). Já entrevistas estruturadas aumentam consistência e previsibilidade, porque:

  • usam perguntas planejadas;
  • avaliam critérios definidos;
  • aplicam uma régua clara (rubricas);
  • e comparam candidatos com base em evidências.

Nesse sentido, a própria Google, no re:Work, destaca que entrevistas estruturadas aumentam a validade preditiva e reduzem diferenças entre grupos demográficos, especialmente quando há rubricas claras.

Portanto, essa é uma excelente ponte entre diversidade e performance: mais estrutura = mais justiça + mais qualidade.

4) Avalie competências com evidência (não com “potencial”)

Avaliar competências durante a entrevista aumenta a chances de contratações assertivas
Avaliar competências durante a entrevista aumenta a chances de contratações assertivas

Muita contratação errada nasce de uma armadilha silenciosa: contratar por narrativa (“parece bom”) e, depois, demitir por comportamento (“não entregou”).

Para evitar isso, a entrevista precisa extrair histórias reais: situações concretas em que a pessoa demonstrou a competência que você busca. Assim, você avalia fatos e não promessas.

Um método altamente aplicável aqui é o STAR:

  • Situação (contexto);
  • Tarefa (o que precisava ser feito);
  • Ação (o que a pessoa fez);
  • Resultado (qual foi o impacto).

Esse tipo de pergunta, portanto, muda o jogo porque força a pessoa a explicar “o que fez”, e não “o que acredita”.

Perguntas prontas para líderes:

  • “Conte um episódio em que você precisou influenciar alguém sem autoridade formal.”
  • “Descreva uma vez em que seu projeto saiu do controle. O que você fez exatamente?”
  • “Qual foi uma decisão difícil que você tomou com pouca informação? Como conduziu?”
  • “Qual resultado você gerou que mais te orgulha? Qual foi sua contribuição direta?”

Além disso, aqui vai um detalhe que costuma elevar muito a qualidade: avalie um critério por vez. Desse modo, você evita que carisma esconda gaps reais e, consequentemente, aumenta a precisão.

Em resumo, quando a liderança entrevista com método e critérios, contratações precisas e estratégicas deixam de ser uma expectativa e passam a ser um padrão repetível dentro da empresa.

5) Entrevista por valores: o que sustenta performance (ou cria ruído)

Competência coloca alguém no jogo. Entretanto, valores sustentam a permanência.

Em outras palavras: você pode contratar alguém tecnicamente forte, mas, se houver choque de valores, transparência, ética, ritmo de trabalho, autonomia, colaboração, o custo aparece depois, por exemplo, em:

  • conflitos;
  • desengajamento;
  • queda de desempenho;
  • e desgaste cultural.

Por isso, uma etapa essencial é investigar valores com perguntas que revelem escolhas reais, não discursos ideais.

Perguntas que costumam revelar muito:

  • “Qual valor você não abre mão no trabalho?”
  • “Em que tipo de cultura você não consegue performar?”
  • “Conte uma situação em que você discordou de uma decisão. O que fez?”
  • “O que te dá orgulho em um time? E o que te desmotiva rápido?”

No fim, esse bloco é decisivo para contratações estratégicas porque ajuda a prever não só “se entrega”, mas também como convive e cresce.

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6) Seleção inclusiva: diversidade não é discurso, é gestão de risco e qualidade

Diversidade na contratação não é apenas um tema de imagem. Na verdade, é também um fator de inovação, competitividade e capacidade de leitura de mercado, e, sobretudo, um compromisso com decisões justas.

Para isso acontecer de verdade, o processo precisa reduzir vieses comuns como:

  • viés de afinidade (preferir quem parece com você);
  • confirmação (buscar validar o que você já acredita);
  • halo (um ponto positivo contaminar o resto);
  • contraste (comparar candidatos entre si e não com critérios);
  • estereótipos.

A regra prática aqui é simples: quando o processo é estruturado, a decisão fica mais limpa. Como resultado, isso não só melhora diversidade — mas também melhora a chance de acertar.

7) Dê feedback ao candidato: sua marca empregadora está na devolutiva

A forma como a empresa conduz o fechamento do processo diz muito sobre cultura e maturidade. Por isso, feedback não é “gentileza”: é reputação.

Boas devolutivas, por sua vez, têm três elementos:

  • clareza (o que pesou);
  • respeito (como comunicar);
  • e direcionamento (o que pode ser melhorado).

Assim, mesmo quando o candidato não avança, ele pode sair com sensação de justiça, e isso se converte em reputação positiva no mercado.

Um checklist rápido para líderes e RH: 7 passos para não errar no recrutamento

Se você precisa de uma régua simples para orientar decisões, então use este checklist antes de fechar qualquer contratação:

  • Missão da vaga definida (entregas e desafios reais);
  • Critérios objetivos (técnicos, comportamentais e culturais)
  • Entrevistas estruturadas com perguntas planejadas
  • Avaliação por evidências (STAR)
  • Entrevista por valores (inegociáveis)
  • Mitigação de vieses (rubricas + notas + comparação por critérios)
  • Feedback respeitoso e transparente

Além disso, se você quer mostrar internamente por que esse método importa, um bom argumento é o custo: uma contratação errada pode custar cerca de 30% do salário anual (ou mais).

  • Para aprofundar esse ponto com exemplos e erros clássicos, acesse aqui e entenda o custo de contratar errado e como evitá-lo.

A empresa pode ter o melhor processo do mundo. Ainda assim, quem muda o nível da contratação é a liderança preparada para:

  • avaliar com critérios;
  • entrevistar com método;
  • reduzir vieses;
  • e assumir responsabilidade por quem entra no time.

Portanto, isso não é apenas “boas práticas de RH”. É estratégia. Afinal, no fim, gente certa no lugar certo não é custo, é crescimento.

Então, se você quer treinar suas lideranças para recrutarem com consistência e reduzir contratações erradas, conheça o treinamento de Recrutamento e Seleção para líderes. Acesse aqui!

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