As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Elas estudam mais, se especializam mais e buscam qualificação constantemente, mas ainda lidam com desafios dentro das empresas. Por isso, a educação corporativa surge como uma forte aliada das mulheres!
Aliás, quando o assunto é liderança, elas ainda enfrentam desafios invisíveis para muitos homens. Se as mulheres são maioria na educação superior e se qualificam mais, por que ainda não lideram na mesma proporção?
Vamos explorar os principais obstáculos que elas enfrentam em T&D e como empresas podem ser agentes de transformação.
Mulheres estudam mais, porém lideram menos
Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras têm, em média, mais anos de estudo do que os homens e maior presença em cursos de especialização e pós-graduação. Mesmo assim, apenas 37,4% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, segundo o Instituto Ethos.
Algumas empresas, no entanto, já apresentam uma distribuição mais equilibrada. No setor cooperativista, a Ailos conseguiu que metade das cadeiras de liderança fossem ocupadas por mulheres, graças a um modelo de negócio voltado para inclusão e desenvolvimento humano.
“Dos nossos 725 líderes, metade são mulheres, sabemos que este cenário é desafiador para muitas empresas e somos a prova de que é possível e muito produtivo ter mais mulheres na liderança”, afirma Cristiane Ehmke Maas, Coordenadora de Educação da Ailos.
Esse cenário prova que mudanças estruturais são possíveis – e que a educação corporativa é um caminho essencial para promover a equidade de gênero!
A Educação Corporativa como aliada das mulheres: quebrando barreiras criadas desde a infância
Desde cedo, educam meninos e meninas de formas diferentes. Os garotos assumem riscos e lideram, enquanto as meninas são direcionadas ao cuidado e à organização.
Esse viés, muitas vezes inconsciente, reflete-se no mercado de trabalho, onde as mulheres enfrentam obstáculos invisíveis desde a infância.
A educação formal tem sido uma ferramenta crucial para que mulheres superem essas barreiras. No Brasil, elas já são maioria nas universidades e nos programas de pós-graduação. Porém, essa qualificação nem sempre se traduz em oportunidades iguais no mercado.
É aqui que entra a educação corporativa, que pode desconstruir crenças limitantes e oferecer às mulheres não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades estratégicas para negociação, liderança e autoconfiança. Empresas que investem nesse tipo de abordagem desenvolvem talentos e constroem um ambiente mais inclusivo.
O impacto da discriminação e do viés inconsciente
Um estudo da Harvard Business Review revelou que homens são promovidos com base em seu potencial, enquanto mulheres precisam provar sua competência várias vezes antes de crescerem profissionalmente.

Além disso, o mercado ainda vê a maternidade como um problema. Um artigo do Valor Econômico relatou o caso de uma profissional que, um mês após retornar da licença-maternidade, foi demitida sob a justificativa de que poderia “cuidar da filha”. Além disso, segundo uma pesquisa da Ticket, 52% das mulheres com filhos já sofreram preconceito no ambiente de trabalho, contra apenas 15% dos homens.
O sistema Ailos, por outro lado, promoveu mulheres mesmo durante a licença-maternidade, provando que ser mãe não é um impeditivo para crescimento profissional. Então, esse tipo de ação precisa ser mais comum para garantir a retenção e valorização de talentos femininos.
“Fui promovida no ano em que mais faltei para atender as necessidades dos meus três filhos, isso porque minha liderança considerou meu potencial de toda a trajetória na empresa e não só do período”, agradece Querli Tolfo, Analista de Educação da Ailos, no episódio do fala T&D. (saiba mais)
O que pode ser feito para mudar esse cenário?
A equidade de gênero não acontece sozinha. Aliás, empresas e profissionais podem adotar medidas concretas para criar um ambiente mais justo:
- Escute e reconheça – Em reuniões, incentive a participação feminina e reconheça ideias e contribuições.
- Apoie mentorias para mulheres – Crie redes de apoio para capacitação e troca de experiências.
- Repense os critérios de promoção – Avalie se homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de crescimento.
- Seja um aliado – Combata piadas e comentários machistas no ambiente corporativo.
- Compartilhe a carga do trabalho doméstico e da parentalidade – Incentive licenças-paternidade mais longas para equilibrar as responsabilidades.
Por fim, a falta de liderança feminina e os desafios enfrentados pelas mulheres, inclusive em T&D, não isolam esses problemas. Elas são questões organizacionais, sociais e econômicas.
As mulheres já estão fazendo sua parte: estudam mais, se especializam mais e entregam resultados. Mas o que falta é o mercado de trabalho oferecer condições justas para que elas cresçam.
A reflexão que fica: se sua empresa não está promovendo a equidade de gênero, está perpetuando a desigualdade.
Está na hora de mudar esse jogo. Talento não tem gênero – mas oportunidades, infelizmente, ainda têm.
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